
A Prefeitura de Ouriçangas, no interior da Bahia, publicou o resultado do Pregão Eletrônico nº 023/2025, destinado à contratação de empresas para a prestação de serviços de transporte escolar. O valor total da contratação chega a R$ 1.404.096,00, ultrapassando a marca de R$ 1,4 milhão.
O processo licitatório, registrado como Processo Administrativo nº 021/2025 e conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (SEMECO), prevê a locação de veículos com motoristas para atender estudantes da rede pública municipal, em rotas e linhas específicas.
Além do transporte dentro do município, o contrato também contempla o deslocamento intermunicipal de alunos matriculados em cursos profissionalizantes, técnicos e de nível superior, conforme orientações da Rede de Controle da Gestão Pública da Bahia.
De acordo com o resultado oficial, três empresas foram declaradas vencedoras.
A empresa Rabel Construções Eireli (CNPJ nº 00.108.814/0001-44) ficou com a maior parte dos lotes — 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9 e 12 — somando R$ 971.568,00.
Já a YDM2 Empreendimentos Ltda. (CNPJ nº 27.543.913/0001-00) venceu os lotes 10, 11, 13 e 14, com valor total de R$ 386.448,00.
A terceira empresa vencedora foi I Ferreira Santos Filho Eireli (CNPJ nº 34.915.477/0001-19), responsável pelo lote 5, com contrato de R$ 46.080,00.
Somados, os contratos ultrapassam R$ 1,4 milhão para a execução do serviço de transporte escolar no município.
Embora o transporte escolar seja considerado um serviço essencial para garantir o acesso e a permanência de alunos na rede pública de ensino — especialmente em localidades onde há longas distâncias até as unidades escolares —, o montante elevado da contratação chama a atenção e reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte dos órgãos de controle e da população.
A publicação do resultado também evidencia a importância da transparência nos contratos públicos, permitindo o monitoramento da aplicação dos recursos destinados à educação. SAIBA MAIS.
O cenário atual amplia ainda mais o nível de preocupação da população. A gestão municipal tem sido alvo de críticas contundentes quanto à condução administrativa, incluindo denúncias de inadimplência com fornecedores e a suspeita de um rombo de aproximadamente R$ 73 milhões nos cofres públicos.
Fonte: Municípios Agora