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Comunidade da Aldeia Jaguapiru comemora chegada de viatura que vai reforçar a segurança local

Ter a tranquilidade de ir e vir e ainda dispor de um atendimento rápido em uma situação de emergência que envolva segurança. Na Aldeia Jaguapiru, e...

Por: J6 Live Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
23/10/2026 às 18h16
Comunidade da Aldeia Jaguapiru comemora chegada de viatura que vai reforçar a segurança local
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Ter a tranquilidade de ir e vir e ainda dispor de um atendimento rápido em uma situação de emergência que envolva segurança. Na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, a chegada de uma nova viatura para reforçar a segurança local foi bem recebida pela comunidade, que assim se sente mais tranquila e segura.

O novo veículo é resultado do trabalho do Conselho Comunitário de Segurança Indígena, que busca contribuir para que os moradores tenham esse apoio mais perto de casa.

Entregue pelo Governo do Estado, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o veículo será utilizado no atendimento às demandas da comunidade, facilitando o deslocamento dos integrantes do conselho e o encaminhamento de situações que necessitam de acompanhamento policial, na maior reserva indígena de Mato Grosso do Sul.

>Dona Terezinha mora ao lado de uma escola e fala da importância do conselho local
>Dona Terezinha mora ao lado de uma escola e fala da importância do conselho local

Moradora da Jaguapiru, Tereza Mamédio Rodrigues, de 68 anos, destaca a importância de contar com uma estrutura que permita um atendimento com mais agilidade. Para ela, a presença do conselho representa uma possibilidade de buscar ajuda e viver com mais tranquilidade na comunidade. “Ter segurança é muito bom, porque pelo menos a gente fica tranquilo e dorme em paz. A gente precisa, sim, de uma viatura para olhar a nossa comunidade", relata.

A declaração da moradora traduz uma das principais funções do conselho: estar próximo da população indígena, ouvir as demandas e atuar como uma referência para quem precisa de orientação ou atendimento. Composto por integrantes da própria comunidade, ele atua como um canal permanente de diálogo e articulação entre as comunidades indígenas e os órgãos de segurança pública estadual: Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Presença que faz diferença no dia a dia

O trabalho do Conselho Comunitário de Segurança Indígena também se estende às atividades coletivas da comunidade. A parceria com organizações locais ajuda a garantir apoio e segurança durante eventos, feiras e outras iniciativas que fortalecem a participação social e a geração de renda.

>Magda Freitas preside uma associação de mulheres na aldeia
>Magda Freitas preside uma associação de mulheres na aldeia

É o que destaca Magna Freitas Corrêa, presidente da Associação Senó Kunhakueraa, que reúne mais de 40 mulheres e trabalha pela valorização feminina dentro da comunidade. “Quando a gente faz as feiras e outros eventos, eles estão prontos para fazer a segurança no local, de quem vem comprar, das feirantes. Essa parceria é muito importante para nós. Nos ajudam de alguma forma. Com o carro, eles vão poder realizar o trabalho com mais facilidade”, afirma.

Atendimento a qualquer hora

Membro do conselho, Zoroastro da Silva explica que o atendimento aos moradores acontece de forma voluntária e exige disponibilidade para lidar com diferentes situações, durante o dia ou à noite. “Agora, com esse carro, a gente vai estar atendendo melhor, porque podemos também seguir para vários lugares, como levar pessoas para audiências quando são intimadas e aquelas que precisam ir até a delegacia, na cidade, que é longe. A gente está fazendo esse trabalho de intermediário”, explica.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Zoroastro ressalta que o conselho permanece à disposição da comunidade em diferentes horários e condições, com o objetivo de prevenir conflitos e contribuir para a convivência pacífica. “O conselho indígena está aí para atender as pessoas a qualquer hora, de dia, de noite, chovendo ou não. Estamos aí para atender, pra evitar a violência. Temos conseguido ver um bom resultado nesse período, e o que queremos é o melhor para a nossa comunidade, para que vivamos em paz”, afirma.

Apoio antes mesmo da chegada da polícia

Na rotina da Aldeia Jaguapiru, parte do trabalho do conselho consiste em receber informações, verificar situações relatadas pelos moradores e avaliar a necessidade de acionar a Polícia Comunitária (composta por polícias militares). O vice-cacique da aldeia, Jacir Freitas, explica que as demandas podem envolver conflitos familiares, denúncias relacionadas a crianças e adolescentes e outras situações que exigem atenção.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

“Muitas vezes acontecem ocorrências de conflito entre os familiares, e as demandas vêm todas pelo telefone. Um carro disponibilizado para nós vai ser de grande valia. Essa conquista de hoje é fundamental para o nosso trabalho aqui”, avalia.

A atuação do conselho, portanto, não substitui o trabalho das forças policiais, mas contribui para identificar necessidades, estabelecer contato com os moradores e facilitar o encaminhamento das ocorrências. A proximidade com a comunidade permite que as demandas sejam percebidas com mais rapidez e que o atendimento seja realizado em parceria com os órgãos competentes.

Segurança pública construída com diálogo

A Aldeia Jaguapiru está localizada na Reserva Indígena de Dourados, que reúne cerca de 15 mil indígenas das etnias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. Nesse contexto, a aproximação entre as instituições públicas e as lideranças indígenas é uma das estratégias para desenvolver ações de segurança que considerem as características, a organização social e as necessidades de cada comunidade.

>Secretário-executivo da Sejusp destaca ações que aproximam os indigenas das força de segurança
>Secretário-executivo da Sejusp destaca ações que aproximam os indigenas das força de segurança

O secretário-executivo de Segurança Pública da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva, destaca que o diálogo permanente com os representantes indígenas é essencial para compreender as demandas locais e construir respostas adequadas à realidade dos moradores. “Mais do que implementar programas e políticas públicas que atendam à comunidade indígena, quando falamos de segurança pública, é importante manter o contato diário com as lideranças, sentir o que essa comunidade realmente está precisando e ter a sensibilidade de entender sua cultura e organização social”, afirma.

Segundo o secretário, os Conselhos Comunitários de Segurança Indígena desempenham um papel estratégico nessa aproximação, funcionando como uma ligação direta entre os moradores e as instituições. “O conselho tem esse grande papel de aproximar a segurança pública, fazer essa interface e estabelecer uma comunicação direta com a comunidade”, acrescenta.

Reforço aos conselhos em Mato Grosso do Sul

A entrega na Aldeia Jaguapiru integra as ações do Governo do Estado, por meio da Sejusp, para fortalecer os Conselhos Comunitários de Segurança Indígena em Mato Grosso do Sul. Com essa entrega, a Sejusp chega a três viaturas destinadas aos conselhos neste ano, somando 19 veículos doados para reforçar o trabalho dessas organizações em 21 comunidades indígenas. Além da entrega de veículos, a Secretaria desenvolve iniciativas voltadas à aproximação das forças de segurança pública com os povos originários. Entre elas está a capacitação de agentes em policiamento restaurativo, que busca fortalecer práticas de diálogo e prevenção de conflitos.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Outra iniciativa é o programa MS em Ação, que já realizou dez edições e mais de 40 mil atendimentos em comunidades indígenas, levando serviços públicos e documentação aos moradores. A atuação do Instituto de Identificação Gonçalo Pereira, da Polícia Científica, dentro das próprias comunidades também amplia o acesso à emissão de documentos, aproximando os serviços públicos de quem vive nas aldeias. As iniciativas integram uma estratégia de atuação que considera a participação das lideranças e dos representantes comunitários na identificação das demandas e na construção de soluções.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Fotos: Bruno Rezende/Secom

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com imagens e entrevistas da reportagem

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