
Salvador foi tomada neste domingo (6) por cores, música, manifestações de orgulho e defesa dos direitos humanos durante a 23ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia. Realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), o evento reuniu milhares de pessoas no circuito Barra/Ondina, na véspera do feriado da Independência do Brasil.
Com o tema “Vergonha adoece. Orgulho cura!”, a edição de 2026 chamou atenção para os impactos da vergonha, do estigma, da discriminação e do preconceito na saúde da população LGBTQIAPN+. A proposta também buscou questionar os efeitos do isolamento e da exclusão provocados pela LGBTfobia.
A programação começou ainda pela manhã, no Farol da Barra, com o Palco da Diversidade – Luiz Mott, 80 Anos de Memória e Insurgência, em homenagem ao antropólogo e fundador do GGB, que completa 80 anos.
O espaço contou com apresentações de Scarleth Sangalo, Michelle Loren e Jocimar Ramos, além de performances de artistas drags como Vanusa Alves, Suzy BabyDoll, Jefter Brown, Saphyra Luz, Sissy Zeta Jones, Dicca Rios, Gilvan Oliveira, Aloma Divina e Joanne Labixa. O grupo de baianas da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) também participou da programação.
A agenda musical teve ainda shows de Sylvia Patricia, dos DJs Moon Boy e Dubai e os Habibis, além da banda Orísun.
13 trios elétricos tomaram conta da Barra/Ondina
A partir das 15h, os 13 trios elétricos iniciaram o desfile pelo tradicional circuito Barra/Ondina, levando artistas, representantes do movimento LGBTQIAPN+, entidades, torcidas organizadas e movimentos da sociedade civil para as ruas de Salvador.
Entre os destaques esteve o Trio Dragão, do GGB, que teve como padrinhos Luiz Mott e Salete Maria. Os DJs Prettin D’Kingo e Binho Gomez comandaram a música do trio. Na abertura do cortejo, Allyssa Anjos interpretou o Hino Nacional, enquanto Denny Santanna ficou responsável pelo Hino ao Dois de Julho.
Também participaram do desfile os trios Twister Space – Trio da Diversidade; Axé – Dendê Esporte Clube; Iran Lima – Dion Santiago; Conexão Master – A Dama do Pagode; Magia – Trio Movimentar; Embaixador – Torcida LGBTricolor; Conexão – Torcida Orgulho Rubro Negro; Jos – Fórum Baiano LGBT; Independente – Chocolate Batidão; Independente – Mudança do Garcia; Trio Independente e RG.
Mais do que uma celebração, a Parada reforçou a ocupação dos espaços públicos como instrumento de visibilidade, cidadania e enfrentamento à LGBTfobia. A manifestação também destacou a importância do acesso à saúde, da liberdade, da convivência e do respeito à diversidade.
Ao longo do circuito, a festa se transformou em um grande espaço de expressão cultural e mobilização social, reafirmando a presença da população LGBTQIAPN+ na sociedade baiana.
Além do impacto social e cultural, o evento também teve reflexos na economia de Salvador. Segundo estimativa do Grupo Gay da Bahia, a Parada deve movimentar pelo menos R$ 18 milhões em um único dia, beneficiando segmentos como comércio, alimentação, transporte, hospedagem, serviços e entretenimento.
Com uma programação que uniu festa, arte, música, memória e ativismo, a 23ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia consolidou mais uma vez sua presença no calendário cultural de Salvador, levando às ruas uma mensagem de orgulho, liberdade, respeito e defesa dos direitos humanos.
Confira um pouco de como foi 23ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia: