
O gênero não é terminado biologicamente, mas é construído socialmente

Nesta terça-feira (28) é comemorado o Dia Internacional de Luta contra ao Orgulho LGBTQIA+ . Esta data é comemorado por alusão a em referência à retirada da homossexualidade – até então erroneamente chamada “homossexualismo” – da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990. A data tem importância histórica e política ao rememorar, em âmbito internacional, a luta pela garantia dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e pelo combate a toda e qualquer forma de violência e discriminação a esta população.
Segundo relatório produzido pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+, o Brasil, pelo quarto ano consecutivo, é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+. O relatório também mostra que São Paulo é o estado que mais mata pessoas LGBTQIA+. Foram 42 mortes violentas no ano passado, ante 29 em 2020, e 21 em 2019.
Em relação às capitais, São Paulo também é a recordista. Em 2021, foram 13 mortes violentas no município. Seguida de Salvador, com 11 mortes, e empate nas capitais de Manaus e Rio de Janeiro, ambas com 8 mortes violentas.
O sufixo "fobia" indica falta de tolerância e aversão a algo e uma de suas aplicações é para indicar discriminação contra grupos minoritários. O termo LGBTfobia se refere, então, à intolerância à população LGBT. Este é um termo recente e é utilizado como forma de ampliar o popular termo "homofobia". Existe uma importância em se dar visibilidade a todos os grupos que compõem a sigla, com o intuito de demonstrar formas específicas de opressão que podem recair sobre cada um deles
O Brasil é um dos países com maiores índices de vítimas da LGBTQIA+fobia. Em levantamento apresentado pelo jornal O Globo, a cada 19 horas uma pessoa LGBT é assassinada – ou se suicida – vítima da LGBTfobia, o que faz do Brasil o campeão mundial desse tipo de crime. Em estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas, as principais violações denunciadas pela população LGBT, entre 2017 e 2018, foram: violência psicológica, discriminação, violência física e violência institucional.
Entre as diversas violências contra a comunidade LGBT de que se tem registro, a discriminação é uma das principais. O ato de discriminar diz respeito a tratar alguém de maneira parcial, ou segregá-lo, por motivos de diferenças sexuais, raciais ou religiosas. Atos discriminatórios podem acontecer cotidianamente, de maneira velada, e por isso não serem percebidos pela maioria das pessoas. Deixar de ser atendida em um estabelecimento, ter suas queixas minimizadas ou questionadas e até ser expulsa de um local são situações a que pessoas LGBTs podem estar sujeitas.
Respeitar a diversidade é defender o direito à igualdade. Importante é o amor que une e a liberdade de amar quem quiser.
Ame, viva e seja livre!
Fonte: João paulo Gotardo