
A medida foi adotada diante da notificação de casos suspeitos de sarampo no município e tem como objetivo ampliar a proteção de crianças menores de 1 ano, grupo mais vulnerável às formas graves da doença. A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Assim, mesmo após receber essa dose, a criança deverá seguir o esquema de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a circulação do vírus. Por isso, orientamos pais e responsáveis a conferirem a caderneta de vacinação das crianças e procurarem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang.
A SES-SP também orienta que crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses recomendadas procurem os serviços de saúde para regularizar a situação vacinal. Manter a imunização em dia é essencial para a proteção individual e coletiva.
Além de São Bernardo do Campo, a aplicação da dose zero também é recomendada para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos. A estratégia busca ampliar a proteção das crianças mais vulneráveis diante do cenário epidemiológico e também pode ser adotada em ações de bloqueio vacinal, conforme avaliação das equipes de vigilância, para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados da doença.
Dose zero
Devem receber a dose zero da vacina tríplice viral as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
A dose zero também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal, conforme avaliação epidemiológica, para crianças dessa faixa etária no entorno de casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
Crianças
A primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses de idade.
A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Pessoas de 5 a 29 anos
Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem comprovar as duas doses é considerado vacinado.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral. Quem comprovar a dose é considerado vacinado.
Trabalhadores da saúde
Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade, conforme a situação vacinal. São considerados vacinados os trabalhadores que comprovarem as duas doses.
O Governo de São Paulo disponibiliza o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.