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Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferta serviço de transfusão sanguínea para mães e recém-nascidos

A Agência Transfusional da MNSL já realizou 746 procedimentos de transfusão em pacientes internados na unidade de janeiro a maio deste ano

Por: J6 Live Fonte: Secom Sergipe
12/06/2026 às 15h14
Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferta serviço de transfusão sanguínea para mães e recém-nascidos
Fotos: Ascom SES

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), instituição de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dispõe de uma Agência Transfusional com 24h de funcionamento. O setor, ligado ao Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), é responsável pelas transfusões de sangue dos recém-nascidos e mães internadas na unidade.

A Agência Transfusional é um setor especializado dentro de um hospital, responsável por armazenar sangue e seus hemoderivados, realizar testes de compatibilidade e pré-transfusionais. Ela é responsável por receber as bolsas de hemocomponentes do Hemose, acondicionar e fracionar as quantidades necessárias para os bebês e mães que precisam.

A equipe especializada é formada por profissionais do Hemose e da MNSL. “A Agência Transfusional da MNSL segue rigorosos processos regidos por portarias de consolidações que orientam o funcionamento do serviço de hemoterapia, realizando desde o atendimento a solicitações de transfusões, como testes complementares envolvendo a imuno-hematologia que norteiam a equipe multidisciplinar às condutas técnicas e assistenciais dos pacientes”, destacou o responsável técnico da Agência Transfusional da maternidade, Paulo Celso Curvelo Junior. 

O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que presta serviços na Agência Transfusional da maternidade, Álvaro Henrique Silva Santos, disse que o setor recebe a solicitação médica, faz os testes pré-transfusionais, a reclassificação da bolsa e o fracionamento de acordo com o volume que o médico solicitou. “Depois de todo esse processo, liberamos o hemoderivado, entramos em contato com a ala que o recém-nascido (RN) ou a mãe está e acionamos a equipe de transfusão para levar até o paciente. Com uma bolsa que recebemos do Hemose, podemos atender, em média, quatro ou cinco RNs, dependendo da quantidade solicitada para cada”, disse. 

De acordo com a biomédica da MNSL, Robéria de Lima Santos, o diferencial da Agência Transfusional da maternidade é que tem uma equipe formada por enfermeira e técnica de enfermagem responsável pela transfusão de sangue nos bebês em cada turno. “Nem todas as agências têm uma equipe de enfermagem exclusiva pela transfusão de hemoconcentrados, a maioria não tem, somente aqui e no Huse. Com uma equipe de enfermagem exclusiva o ato transfusional é mais agilizado, porque não vai depender da demanda do setor, assim que o sangue está pronto e o paciente está apto a receber, já é realizada a transfusão. Dependendo do quadro do paciente, a transfusão ocorre quase que de imediato”, informou.

Para Luíza Martinho de Santana Santos e John Alisson Santos Silva, moradores do Sobrado, em Nossa Senhora do Socorro, pai dos gêmeos Cecília e Ravi, que nasceram há 21 dias e estão internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), a transfusão de sangue salva vidas e a doação também. “Eu tive bolsa rota e fiquei nove dias internada na Ala Rosa para segurar a gestação, mas com 31 semanas, entrei em trabalho de parto e tive os meus bebês no dia 21 de maio, porém tive hemorragia, precisei tomar uma bolsa de sangue e os meus dois filhos também. É muito bom saber que tem um local aqui dentro da maternidade que tem sangue disponível para quando nós precisarmos”, disse Luíza.

Emellyn Daiane Prazeres dos Santos, 18, conta que apresentou hipertensão gestacional e teve pré-eclâmpsia. Ela foi encaminhada para a MNSL e teve a filha Ester com 3.300 gramas. “Eu já estava com 40 semanas e quatro dias e meu parto foi realizado na última segunda-feira, 8. A minha filha nasceu bem, mas eu tive anemia e precisei de transfusão sanguínea, já tomei duas bolsas e meia. Achei incrível saber que tem uma agência de sangue aqui, pensei que precisava vir do Hemose, mas foi tudo muito rápido. O Governo está de parabéns por mais este serviço, porque aqui estou sendo bem tratada desde a alimentação, as medicações e até o sangue para eu não ficar fraca e conseguir amamentar a minha Ester”, elogiou.

Luiza Martinho e John Alisson | Fotos: Ascom SES
Luiza Martinho e John Alisson | Fotos: Ascom SES
O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), Álvaro Henrique Silva Santos | Fotos: Ascom SES
O biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), Álvaro Henrique Silva Santos | Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES
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