
Tem amores que não cabem em nenhuma caixa. não são namoro, não são amizade, não são só aquela coisa passageira que a gente tenta convencer a si mesmo que foi. são aqueles amores que ficam numa zona indefinida, sem nome, sem protocolo, sem manual de instruções.
E o dia dos namorados chega todo ano e a gente fica sem saber muito bem o que fazer com eles.
Porque o mundo celebra o amor que tem testemunha, que tem data no calendário, que tem foto no instagram com legenda emotiva. mas e o amor que ficou pela metade? o que terminou antes de começar? o amigo que é mais que amigo mas nenhum dos dois tem coragem de falar? o afeto que você sente por alguém que já foi embora mas ainda ocupa espaço?
Esses amores existem. e são tão reais quanto qualquer outro.
Amar é muito mais amplo do que a gente aprendeu. cabe o amor que dói, o que ri, o que fica em silêncio, o que não tem nome e mesmo assim não vai embora. cabe o amor-próprio que ainda está em construção. cabe a saudade de quem ainda está vivo mas distante.
Neste doze de junho, eu quero celebrar todos esses amores que a gente carrega sem saber muito bem como chamar. porque eles também merecem uma data. mesmo que a gente ainda não tenha inventado uma para eles.
@enricopierroofc
