
Por conta da pandemia do coronavírus, foram dois anos consecutivos sem o maior festejo do Nordeste, o São João.

Em virtude da situação em que se encontra o país, por causa da pandemia do coronavírus, não tivemos os Festejos Juninos, o São João, por dois anos consecutivos, 2020 e 2021.
É só terminar o período de carnaval e muitas pessoas já se organizam e começam a pensar nos festejos juninos. Em 2020 e 2021, o arrasta-pé foi cancelado por conta da Covid-19. Em 2022 se tinha muita expectativa e com a redução no número de casos ativos da doença, os adeptos do São João já começam a divulgar a grade do evento que acontecem em diversas cidade do pais, principalmente no nordeste.
O São João é muito aguardado pelos nordestinos, pois além de levar turistas a diversos municípios, o festejo junino aquece a economia local, mas infelizmente isto não foi possível nos dois anos anteriores, a expectativa é muito grande pela população não só nordestina, mas brasileira.
O cancelamento dos festejos juninos deixou a falta do “pé de meia”, ou seja, no dinheiro extra dos comerciantes e vendedores ambulantes, que faziam ao vender seus produtos, no período de festas, para se sustentarem ao longo do ano.
O evento cultural e religioso tradicional do nordeste brasileiro possui várias atrações musicais da região, e de cantores bastantes conhecidos nacionalmente. Com isso as cidades movimentam o turismo, a rede hoteleira, gerando empregos diretos e indiretos e renda, e com isso aumentando as receitas para arrecadação de impostos municipais.
Em um tradicional São João da Bahia por exemplo, o da cidade de Senhor do Bonfim, em 2019, a prefeitura fez um investimento de R$ 2 milhões e obteve um retorno financeiro de R$ 15 milhões. Esta mesma cidade, atraiu cerca de 300 mil pessoas por dia, em cada noite de show.
Já dizia o eterno Luiz Gonzaga em uma das suas letras: “ São João Na Roça - A fogueira tá queimando/Em homenagem a São João/O forró já começou/Vamos gente, rapapé nesse salão...”
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