
Acordo firmado em setembro previa gestão de serviços essenciais, mas comunidades relatam fechamento de postos, falta de exames, medicamentos e abandono de pacientes com doenças crônicas.
A Prefeitura Municipal de Pedrão, no interior da Bahia, firmou um termo de colaboração com o Instituto Bahia, uma Organização Social da Saúde (OSS), com objetivo de fortalecer os serviços públicos de saúde no município. O contrato, oficializado em 5 de setembro de 2025, tem vigência de 12 meses e valor global de R 5.044.090,20, conforme publicação no Diário Oficial do Município em 1º de outubro.
No entanto, a realidade vivida por moradores da zona rural, especialmente das comunidades de Povoação, Água Verde e Bom Jesus, é de abandono e precariedade. O fechamento do posto de saúde, a falta de exames, remédios e a demora na regulação têm deixado a população desassistida. Medicamentos essenciais para tratamentos psiquiátricos e doenças crônicas, como lúpus e fibromialgia, não estão sendo disponibilizados.
“Estamos abandonados. Não tem médico na zona rural, não tem remédio, e quando precisamos de exame ou cirurgia, é só promessa. Em Pedrão, tudo é um faz de conta, uma espera sem fim”, desabafa uma moradora que depende do SUS para tratar uma condição crônica.
Apesar do alto investimento divulgado, os moradores afirmam que nada mudou na prática. Além da falta de profissionais e medicamentos, há ausência de transporte para consultas em outras cidades e estrutura inadequada para atender gestantes, idosos e crianças.
A reportagem procurou a Prefeitura de Pedrão para comentar a situação, mas não obteve resposta até o fechamento desta nota.
Por: Leandro Moura Drt 7268/BA





