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Hospital Oncológico Infantil representará o Pará em evento Internacional de Oncologia Pediátrica, em Amsterdã

Trabalhos científicos produzidos no Pará foram selecionados entre os mais de mil trabalhos desenvonvidos em todo o planeta

Por: J6 Live Fonte: Secom Pará
18/07/2025 às 13h31
Hospital Oncológico Infantil representará o Pará em evento Internacional de Oncologia Pediátrica, em Amsterdã
Foto: Divulgação

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) marcará presença na 57ª edição do Congresso Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP), que será realizado, de 20 a 23 de outubro, em Amsterdã, na Holanda. A instituição de saúde pública do governo do Pará, referência no tratamento de câncer infantojuvenil na região Norte do Brasil, apresentará três trabalhos científicos que traduzem o compromisso da instituição com a pesquisa, a humanização e a melhoria contínua da assistência. A oncopediatra, pesquisadora e diretora técnica da instituição de saúde, Alayde Vieira, fará apresentação dos trabalhos na conferência.

Um dos projetos que ganhará destaque no evento aborda a eficiência e a qualidade do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) da unidade. Reconhecido nacionalmente, o RHC do Hospital Octávio Lobo é um dos mais completos do País, mantém dados atualizados e fidedignos que servem de base para estudos epidemiológicos e para o aprimoramento das estratégias de cuidado oncológico.

A apresentação ainda irá detalhar a participação do Hoiol em um projeto piloto, o Registry (que vem do inglês registro), desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa). Alayde Wanderley explica que “a iniciativa prevê a implementação de um banco de dados integrado que permitirá o acesso, em tempo real, a informações clínicas e estatísticas sobre os pacientes oncológicos atendidos, consolidando um importante instrumento para a gestão em saúde”.

Outro trabalho selecionado foca na experiência das mães de crianças em tratamento oncológico. O estudo lança um olhar sensível sobre o cotidiano dessas cuidadoras, destacando suas percepções, angústias e necessidades. “Para a equipe multiprofissional do hospital, ouvir quem está ao lado do paciente é essencial para oferecer uma assistência mais acolhedora. É um tema que normalmente fica à margem. Costumamos voltar nossa atenção quase exclusivamente ao paciente, mas o cuidador também precisa de suporte e voz”, destacou a diretora técnica.

O terceiro trabalho aprovado pela comissão avaliadora do SIOP trata da atuação da Comissão de Óbito dentro da unidade. A pesquisa analisa os desfechos de pacientes a partir de reflexões sobre todo o percurso de cuidado, desde o atendimento pré-hospitalar até a internação e o pós-tratamento. A proposta é compreender se os óbitos poderiam ser evitados, se houve condutas que demandam revisão ou se a gravidade da doença era realmente irreversível. “Cada análise de óbito é, na prática, uma oportunidade de aprendizado. O objetivo é aprimorar processos, identificar falhas e fortalecer a cultura da melhoria contínua, sempre com foco na segurança do paciente”, reforçou a oncologista pediátrica

Os três estudos foram selecionados em um processo competitivo, que reuniu mais de 5 mil trabalhos de todo o mundo. É a primeira vez que uma produção científica da região Norte alcança essa visibilidade no Congresso Internacional de Oncologia Pediátrica. O evento é realizado anualmente e reúne os palestrantes de renome internacional, pesquisadores e instituições dedicadas a debater as questões mais urgentes da oncologia pediátrica atual.

Alayde Vieira destaca que, ainda que a apresentação seja feita por uma única representante, os projetos refletem o esforço conjunto de diversas equipes do hospital, envolvendo médicos, enfermeiros, profissionais da qualidade, pesquisadores e técnicos do RHC. “Para a instituição, levar essa produção científica a um dos palcos mais relevantes da oncologia mundial representa não apenas um reconhecimento, mas também uma oportunidade de trocar experiências, absorver novas práticas e reafirmar o compromisso de oferecer o melhor cuidado possível a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, ressaltou.

Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos incompletos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes dos 144 municípios paraenses.

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