Sexta, 26 de Junho de 2026
11°C 30°C
São Paulo, SP

Em Igrapiúna, Reserva Espinita faz a proteção de cerca de 500 espécies de fauna e da flora em região de Mata Atlântica

Destaque nacional, a Bahia conta com cerca de 120 RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) federais e mais 90 estaduais, além das municipais

César Irará
Por: César Irará Fonte: Assessoria
03/02/2025 às 08h26
Em Igrapiúna, Reserva Espinita faz a proteção de cerca de 500 espécies de fauna e da flora em região de Mata Atlântica
RPPN Espinita - Rui Rezende

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são importantes instrumentos na preservação da fauna e da flora no Brasil e para troca de conhecimentos, como pesquisas universitárias, contribuindo inclusive para a identificação de espécies. Nesta sexta-feira (31), é celebrado o Dia Nacional das RPPNs. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o país possui 790 RPPNs federais com área total de 532.239,48 hectares (ha), estando a Bahia como líder no ranking em quantidade com 120 RPPNs e 48.573,89 ha. No território baiano ainda têm mais 90 RPPNs estaduais com área total de 10.074,27 ha, segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), além das municipais. Em Igrapiúna, no Baixo Sul, a Reserva Espinita é um exemplo de área de proteção ambiental estadual em região de Mata Atlântica.

A Espinita era uma fazenda com produção cacaueira, seringueira e de cravo-da-índia dentro de uma área de 150 hectares, porém com mais da metade da mata preservada, sendo considerado um diferencial para se tornar RPPN. O médico veterinário e gestor da Reserva Antônio Maia, 49 anos, conta que “na década de 90, a manutenção da mata preservada fez com que tivesse mais interesse sobre a ideia de conservação do espaço em um lugar de Mata Atlântica. Nos anos 2000, o conhecimento sobre a transformação de uma área privada em uma unidade de conservação equivalente ao de um parque nacional foi fundamental para transformar o local em RPPN. Em 2016, recebemos o reconhecimento pelo INEMA”. Hoje, é uma reserva com 221 espécies de aves, 24 de mamíferos e 250 da flora já identificados, além dos fungos. Também possui 16 nascentes que abastecem 3 rios e desaguam na Baía de Camamu.

A grande diversidade de espécie de animais, a exemplo de Beija-Flores, do Gato Maracajá e da Sussuarana, e a riqueza da floresta de Mata Atlântica atrai a atenção da Reserva Espinita, que é usada por estudantes de universidades públicas e privadas, como as Federal da Bahia (UFBA) e Estadual de Santa Cruz (UESC), para campo de pesquisa. Durante o ano, o lugar recebe cerca de 100 visitantes, incluindo professores, estudantes,  pesquisadores, ecoturistas e observadores de aves. Para ter capacidade de receber um maior número de pessoas, Maia acrescenta que o próximo objetivo da Reserva é a estruturação do centro de visitantes a fim de dar melhor suporte para os interessados realizarem e desenvolverem atividades sobre educação ambiental e relacionadas ao ecossistema local. Com isso, estão promovendo uma campanha para arrecadação de fundos para a execução da obra.

A importância das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) para a preservação do ecossistema é ressaltada por Iaraci dos Santos, diretora de Políticas de Biodiversidade e Florestas da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia “As RPPNs são um exemplo claro de como a colaboração entre o poder público e a iniciativa privada pode ser um modelo eficaz de preservação e desenvolvimento sustentável. Elas não apenas protegem a biodiversidade e ajudam no combate às mudanças climáticas, mas também oferecem oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável, como ecoturismo e pesquisas científicas", destacou a diretora concluindo que as RPPNs são um convite para que os proprietários se tornem protagonistas na conservação de recursos naturais, garantindo benefícios não só para a Bahia, mas para todo o Brasil.

Bromélia - Antonio Maia / Reserva Espinita

 

Como se tornar uma RPPN?

Para receber o status de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), o primeiro passo é reunir as documentações necessárias conforme o órgão ambiental responsável de ordem federal, estadual ou municipal. São eles: Requerimento de criação de RPPN; Documentos da propriedade; Arquivos vetoriais do georreferenciamento; Documentos de identificação pessoal e Diagnóstico socioambiental. Em seguida, o órgão fará análise das documentações e realizará consultas com a Prefeitura do município, a Fundação Palmares e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Após isso, é feita uma avaliação com a presença de representantes do órgão ambiental para averiguar mais informações sobre o local. Com a abertura do processo, a previsão é de cerca de 1 ano até se transformar em RPPN.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Paulo, SP
13°
Tempo nublado
Mín. 11° Máx. 30°
13° Sensação
1.77 km/h Vento
99% Umidade
100% (2.38mm) Chance chuva
06h48 Nascer do sol
17h29 Pôr do sol
Sábado
34° 14°
Domingo
25° 15°
Segunda
25° 17°
Terça
26° 16°
Quarta
26° 17°
Economia
Dólar
R$ 5,18 +0,05%
Euro
R$ 5,89 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 327,710,55 +0,21%
Ibovespa
171,990,20 pts 0.87%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Lenium - Criar site de notícias