
O desfile é tradicional na segunda-feira de Carnaval na capital baiana.

Nesta segunda-feira (20), com fantasia, irreverência e protestos, a "Mudança do Garcia" atraiu uma multidão em seu desfile no Carnaval de Salvador, no Circuito Osmar (Campo Grande). Em seu quinto dia oficial de carnaval, o desfile é tradicional e carimbado no carnaval da capital baiana.
A concentração do bloco começa no bairro do Garcia e adentra o circuito oficial do carnaval, levando os foliões com mini blocos sem cordas. Com muita euforia, o grupo realizou 87 anos de folia no Carnaval de 2023.

A segunda-feira de Carnaval é sinônimo de Mudança do Garcia no circuito Osmar, no Campo Grande. O bloco surgiu em 1926, com o nome Arranca-Tocos, criado por ex-policiais. Depois, passou a ser chamado Faxina do Garcia e, mais tarde, já na década de 1950, por sugestão do então vereador Herbert de Castro, ganhou seu nome definitivo. Mas a história do nome do tradicional bloco tem outra versão: contam que o pai do sambista Riachão teria expulsado uma prostituta do bairro. A mudança da mulher virou ”Mudança do Garcia” pois foi feita com um misto de samba e protesto.
No livro “História do Carnaval da Bahia – 130 Anos do Carnaval de Salvador”, o jornalista e pesquisador Nelson Cadena explica que o bloco chegou a ter 100 mil participantes nos seus tempos áureos. A tradição, até hoje, continua a mesma: um desfile que mistura samba, alegria, representatividade e protestos sociais.
O desfile começou por volta das 12h e, por volta das 15h, os primeiros foliões começaram a chegar no final do circuito, que fica na entrada do Campo Grande. Foram muitos bloquinhos sem cordas, com e sem fanfarra.

No desfile, também teve espaço para protesto - um momento em que a população tem possibilidade de expor seus descontentamentos. A maior festa do país levou para as ruas a insatisfação do povo com o cenário político brasileiro. Entre os destaques da "Mudança do Garcia", os foliões dão um show a parte com suas fantasias.
