
Vinicultores usam fogueiras e aquecedores para salvar os vinhedos
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Foto : Reprodução[/caption] Na semana passada uma onda de frio incomum neste início de primavera no hemisfério norte, atingiu e danificou as plantações e vinhas em toda a França. O Ministro da Agricultura, Julien Denormandie, declarou como um desastre agrícola o que aconteceu, explicando que o setor teve perdas significativas, com os produtores de frutas perdendo até 90% de suas colheitas de damasco e pêssego. Segundo Jean-Marie Barillere, chefe do CEEV, uma organização de comércio de vinhos europeus, que devido as baixas temperaturas que ocorreram nas regiões de Drome e Ardèche, localizada no centro-sul da França, a safra para 2021 será muito baixa, e que a geada afetou 80% dos vinhedos franceses, causando muita preocupação aos arboristas e produtores de vinho. Os vinicultores, na tentativa de evitar as perdas por conta da geada, acenderam milhares de pequenas fogueiras como forma de evitar o congelamento dos brotos verdes, pois eles ficam vulneráveis ao frio. Mas a manobra não deu o resultado esperado e causou ainda o surgimento de uma camada de poluição no sudeste do país, segundo o órgão regional de monitoramento de qualidade do ar. Outro lugar que também sofreu bastante foi a região conhecida com “centurião de Bordeaux”, onde se localiza as vinícolas que produzem os melhores e mais famosos vinhos do mundo . Viticultores e fazendeiros, após inspecionarem os danos, estavam desesperados depois de passarem a noite tentando manter a temperatura sob controle. Eles regaram, usaram lança-chamas, queimaram fardos de palha, pilhas de madeiras e nada funcionou, o objetivo era criar uma manta de fumaça que impedisse que o sol quando nascesse queimasse as vinhas por causa da umidade. Com tudo isto, ainda não se tem ideia do prejuízo total causado pela frente fria, mas que certamente vai levar alguns anos para os produtores se recuperarem das perdas provocadas pela geada.