
A taxa de pobreza no Brasil atual é maior do que no início da década passada.
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Foto: Reprodução/bancariosparanagua.org.br/[/caption] A situação da população brasileira não está nada bem, isso por causa da população que vive abaixo da linha de pobreza, que triplicou e agora é de 27 milhões de brasileiros. Segundo alguns prepostos de movimentos sociais, o quadro da fome no Brasil é visto como o pior em décadas. O que parece, que é um cenário paradoxal, pois o Brasil está entre os países que mais produzem alimentos do mundo, tem uma população de 10,3 milhões de pessoas que não tem o que comer. Existem dois cenários, a extrema pobreza, que mensura a renda mínima de cada indivíduo no âmbito da ingestão de alimentos por dia, e o outro cenário, a pobreza, que mensura as necessidades básicas como alimentação e também a higiene. Desde 2020, com a pandemia do Coronavírus, milhares de pessoas morreram por Covid-19 no Brasil, outros milhões foram contaminados e milhares de pessoas ficaram desempregadas por conta do fechamento do comércio, isolamento social, e consequentemente perderam suas rendas. Além disso, a “conta” é certa chegar todo mês, a conta da fome e da miséria nas casas dessas milhares de pessoas que amargam com seus prejuízos. Por outro lado diversas organizações da sociedade civil brasileira, se agregaram, fazendo campanhas para arrecadar recursos para ações de combate à fome, miséria e violência. Mas ainda é muito pouco, a cada dia, muitas pessoas passam fome e necessidade no Brasil. Por exemplo, no bairro Jardim Imperial, em Atibaia, São Paulo, uma moradora da comunidade revelou que recolheu panelas velhas pela casa, e as levou a um centro de reciclagem que fica perto de sua casa, para vender e assim comprar comida, na ocasião segundo essa moradora, ela comprou pão e pé de galinha para “matar” um pouco a sua fome. Em outro relato, uma moradora diz:" Não tem papel higiênico aqui em casa, virou artigo de luxo. a gente vem cortando um lençol velho para levar ao banheiro." A desigualdade é tremenda no Brasil com relação a linha da pobreza. Todos os Estados da Região Norte e Nordeste tem um índice acima da média nacional. O levantamento estatístico aponta que a região que mais sofre com a extrema pobreza é o Nordeste que concentra um valor proporcional a 44%. O estado do Maranhão, por exemplo, é vencedor neste quesito infelizmente, pois 53% de seus cidadãos estão na linha de pobreza. A situação de pobreza extrema tem sequelas terríveis na vida das pessoas, principalmente para as crianças que convivem em um ambiente privado e com violência, não consegue se desenvolver adequadamente e com isso atrapalha no seu crescimento e amadurecimento por perpetuar no ciclo de pobreza. [caption id="attachment_1756" align="aligncenter" width="605"]
Foto: Reprodução/Último Segundo[/caption] Ter uma sociedade igualitária é essencial, onde todos pudessem ter uma vida digna e que as crianças, adolescentes e os jovens possam ter uma qualidade de vida, mas para isso é preciso mudar o cenário do Brasil. “São muitos com pouco e poucos com muitos”! As pessoas vivem em vulnerabilidade social, e restritas ao básico. Em outro momento, elas sobrevivem de forma desumana e cruel. [caption id="attachment_1757" align="aligncenter" width="623"]
Foto: Reprodução/Governo Federal[/caption] Desde 2020 que o Governo Federal paga um auxílio emergencial que foi suspenso temporariamente, retornando a partir de abril (2021), o auxilio emergencial voltará a ser depositado por quatro meses, mas com redução dos valores.R$150 para famílias de uma pessoa só, R$ 250 para famílias de 2 pessoas ou mais, ou R$ 375 no caso de mães solteiras. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego atual é de 14,2%, batendo recorde na história, desde de 2012 quando foi iniciado. Isso quer dizer que são 14,3 milhões de brasileiros desempregados. A cada dia cresce o número de pessoas desesperadas por conta da situação da fome. A pessoa com fome não consegue se erguer, ter força, pensar, e acaba se tornando refém de uma situação desoladora. A realidade é complexa e imensurável com relação ao estado da pobreza e extrema pobreza. O auxilio emergencial é um paliativo, tem prazo para término, e o sistema atual da pandemia do Coronavírus está devastador, pois a economia não retorna e com isso o índice é crescente de pessoas desempregadas que acabam por entrar na estatística da “fome” no Brasil.